Ouço as melodias que saem de teus acordes
Sussurro cantos inéditos que alcançam teus passos onde estiveres
Murmuro palavras indescritíveis aos restos dos mortais
Solto a voz e pergunto em que rumo tu estás
Na direção do vento que assola montanhas?
Atrás de quimeras trazidas pelas asas da esperança?
Sei que, de longe, minhas mãos afagam teus cabelos
O teu ritmo é dionisíaco, inebriante, insensato, louco
Artimanhas fazes para cantar e encantar
O meu ritmo é teu compasso
Danço na tua poesia, soletro tuas melodias
dedilho as cordas de teu violão
O que fazes para descobrir os segredos que trago em mim?
Lê meus olhos e eles te dirão com um verde sorriso.
Haverá algo mais profundo que um sorriso do olhar?
O olhar falante de uma poeta nômade é capaz de suportar desertos e mares.
Abarca as estrelas.
Diz coisas profanas, santas, castas, indecentes.
O que sentes?
O farfalhar de meus cabelos entre teus dedos?
Carícias feitas por idílicas mãos a te tocar?
Entrega-te aos meus sorrisos, às minhas gargalhadas.
Um e outra.
Esses sim, poderão te alcançar.

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